domingo, 23 de maio de 2010

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RATATOUILLE

QUEM FEZ: Brad Bird sob a tutela da PIXAR

BRAVO! A forma como a cidade de Paris foi retratada. O filme é visualmente muito bonito. É possível se sentir dentro da cidade francesa.

HISTÓRIA: Remy é um rato que sonha em se tornar um grande chef francês, mesmo traindo os desejos de seu pai, o líder da sua “tribo”. Quando o destino o leva aos esgotos de Paris, Remy se vê na situação ideal, bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau. Ao chegar ao restaurante, ele encontra Linguini (Lou Romano), um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria, em que Remy fica escondido sob o chapéu de Linguini e indica o que ele deve fazer ao cozinhar. A partir daí, os dois ganham notoriedade e arrumam muita confusão na capital francesa.

CENA INESQUECÍVEL: A leitura da crítica final do temido Anton Ego (Peter O’Toole). O texto além de belíssimo, coloca toda a classe jornalística no chinelo. Como esses caras sabem contar uma história. Palmas para os gênios da Pixar.

BÔNUS: Peter O’Toole dando voz ao crítico gastronômico Anton Ego. Que ator brilhante, até quando não aparece em cena consegue passar toda a emoção para o personagem.

MORAL DA HISTÓRIA: Não importa quem você seja, é possível realizar os seus sonhos.

Mais uma vez a ironia reina nos seus filmes da Pixar. Com “Toy Story”, eram os brinquedos que brincavam quando estávamos longe. No filme “Carros”, os automóveis apostavam corrida. Por sua vez, os Incríveis apresentam um grupo de heróis que não podiam ser heróis, e agora em Ratatouille é a vez de um rato que sonha em ser um chef de cozinha. Logo um rato, animal tão repulsivo, aquele que vive nos esgotos e no lixo, comendo e roendo as nossas sobras.

Apesar da brincadeira do roteiro, o filme é muito bem contato e consegue transmitir mais uma mensagem positiva e verdadeira, sem parecer apelativo em hora nenhuma.

Os outros filmes de animação ficam na historia pelo visual, o humor e os atores famosos, já a Pixar deixa sua marca pelos personagens tocantes, frutos de roteiros invejáveis.

São 10 filmes em 15 anos, um melhor do que o outro. Preciso falar mais alguma coisa? Isso sem falar nos inúmeros prêmios e milhões para o cofre da Disney.
Isso é cinema !

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