quinta-feira, 27 de maio de 2010

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O CLÃ

Na última segunda-feira recebi a notícia que eu e meus amigos de sala não seremos nada na vida. O vidente, ou olheiro, como a pessoa se auto-intitula não falou isso porque morre de amores por todos nos, e sim por ser uma pessoa amarga e mesquinha. Não tenho nada contra ela, de forma alguma, na verdade sinto pena. Não vou me dar ao luxo de fazer julgamentos, acho que 200 minutos por semana não são o suficiente para definir um caráter, e muito menos uma carreira. Acho que cometemos erros porque estamos crus em algumas coisas, mas vejo muito talento ao meu redor. Não vejo ninguém aqui desistindo. Por isso lhes apresento o CLÃ:

A seita é formada pelos alunos de jornalismo do 6º período da PUC.

Membros:

Bernardo Biagioni – Todo dia tento aproveitar a presença desse gênio das palavras, pensamentos e idéias. Acredito que depois da formatura nunca mais o verei, não porque ele abdica da companhia dos seus amigos, e sim porque o nosso mundo é pequeno demais para ele. Biagioni nasceu para brilhar entre os grandes, é um nome que vamos ouvir depois de nossa morte. Um dia vou falar para os meus filhos, fui colega de sala desse cara. De alguma forma ajudei no processo de criação de um semi-deus do jornalismo. Maior do que o Bernardo, só ele mesmo.

Gilberto – Um gênio preguiçoso. É assim que eu vejo o nosso Gilbertão, um cara grande por fora e imenso por dentro. Como o Homem Aranha, ele perde tempo demais protegendo os outros, por isso a aparente “preguiça”. De forma alguma esse cara é preguiçoso, ele é um guerreiro, que só deixa um campo de batalha depois de morto. Ele não sabe, mas admiro muito a sua garra, e eu tenho certeza que quero ser seu amigo para toda a vida.

Marcelo – Nunca neguei que tenho mais contato com o Marcelo. Acho ele é um cara incrível. Se um dia eu mudar de corpo quero ficar com o dele. Marcelão sabe fazer de tudo, tudo mesmo. Sua simplicidade me comove. Nunca vi ele negando um pedido aos seus amigos, pode demorar para fazer, mas ele faz e muito bem feito. Uma pessoa que por onde passa deixa milhões de seguidores só poder ser especial. Com o tempo percebi o tanto que ele já fez por mim. Não falo das caronas, das risadas, dos trabalhos ou dos jogos de futebol, e sim da sua amizade. Há uma diferença enorme em ser seguidor e ser amigo de Tchelin Pawner, e me orgulho de ser seu amigo.

PH – O Vidigal tem seu próprio ritmo. Como a vida, ele produz coisas grandiosas no tempo certo. Nunca imaginei que o “câncer” da sala fosse capaz de fazer o que ele faz. Posso tentar a vida todo que eu nunca serei como o Raphael Vidigal.
Esse é outro amigo que vou perder para o mundo. Ta ai uma pessoa capaz de fazer acontecer. Seu talento é incontrolável.

Pedro – O Pedro é um cara muito engraçado e não por isso menos brilhante que os outros. Admiro muito seu estilo de vida, sua animação, suas escolhas, tudo. Às vezes o observo e vejo nele uma pessoa realmente muito boa, alguém que podemos chamar de amigo por toda a eternidade.

Soou um pouco gay não é? Pode ser, mas eles são meus amigos e com eles é assim, na base da verdade, sempre.

É isso!

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Diego Scorvo: Se o Marcelo sabe fazer muita coisa, o Diego sabe tudo sobre tudo. Nunca vi alguém com tanto conhecimento em assuntos diversos. De Baseball a Daniel Day-Lewis, é dificil achar alguém que fale com tanta propriedade sobre um tema.
    Qualquer pessoa que não perceba aí um grande talento para o jornalismo, só pode estar cega.

    Infelizmente não estava presente nessa dita segunda-feira, mas eu só posso tirar duas conclusões. Ou alguém tem muitos problemas com a vida ou está, de certa forma, tentando estimular o estudo na sala, com a mais antiga psicologia reversa.
    Prefiro ficar com as palavras do nosso prezado Mário Vigiano que percebeu, muito além de recursos técnicos, uma vontade enorme de mudar. Mudar a forma de se fazer jornalismo. E uma inquietação quanto a determinados padrões que nos são empurrados "goela abaixo".

    Posso dizer que é um prazer fazer parte desse "clã" (não podemos ainda esquecer o Rômulo!), e claro que, mesmo que não encontre com alguns no decorrer dos anos pós-formatura, levarei a convivência e o aprendizado para o resto da vida.

    Gilberto Ribeiro

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