quinta-feira, 22 de julho de 2010

(144)

Ele disse ela disse ...

"Minha luta é por uma sociedade democrática livre onde todas as pessoas de todas as raças vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais"

Nelson Mandela

quarta-feira, 30 de junho de 2010

(111)

Ele disse, ela disse ...

O segredo da beleza: "Para ter lábios atraentes, diga palavras doces; para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas; para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos; para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia; para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho; pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas;lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo; a beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside!"

Audrey Hepburn

segunda-feira, 28 de junho de 2010

(109)

O Cenário da Copa

Antes de tudo a verdade: se você veio na intenção de ler sobre as possíveis semifinais, ou as atuações de Brasil e Argentina, de meia volta. Segundo uma pesquisa do Instituto Data Folha, existem mais de 5.769 sites, blogs e jornalistas falando sobre isso, ou seja, não vou fazer o que eles fazem. Aqui o assunto é outro, é sério, importante, fundamental, extraordinário e acima de tudo é de interesse público.
Vou desvendar para todos vocês os torcedores da Copa do Mundo. Existem vários e aposto que os senhores são um deles!

O Patriota:
Amante da pátria e defensor da nação, esse é aquele torcedor que se acha mais brasileiro a cada segundo de jogo. Na sua maioria são filhos do Dunga ou do Zagallo. Com gritos e ofensas defendem que todos devem sofrer pela seleção e que torcer é o ato mais patriótico de todos.
Porque fazem isso?
Amam de verdade nossas terras tupiniquins
Gostam de aparecer e precisam se auto afirmar
São pessoas infelizes e zangadas com o Universo
Gostam de ser assim

O Zen:
Passa o jogo todo dormindo ou assistindo programas de história e animais na Tv. Para esse cidadão a Copa nada mais é do que um desperdício de energia quântica, ou seja, bilhões de pessoas que não tem nada o que fazer da vida e que se reúnem de quatro em quatro anos para apreciar 22 brutamontes correndo atrás de um objeto esférico de nome peculiar.
Porque fazem isso?
São doidos
Amam ser diferentes e desafiar o “Homem”
Preferem viver alheios ao interesse da maioria
Gostam de ser assim

O Argentino:
É um falso! Não existe argentino nascido no bairro Floresta. Ou seja, se você não é filho de um argentino, não nasceu na Argentina, ou casou com uma argentina, pare de fingir que é argentino, porque você não é. Pode torcer pela seleção deles, mas, por favor, não grite palavrões em espanhol, não deixe o cabelo crescer e não seja prepotente.
Porque fazem isso?
É legal ser diferente
Verdadeiros Zé Ruelas
Filhos únicos que não foram mimados
Gostam de ser assim

Do contra:
Por um milhão de motivos esse cara não vai torcer pela nossa seleção. Ele vai alegar que o Dunga é chato, que é contra a República, que é nosso dever anexar o Uruguai, que a Terra não é redonda e por ai vai. O que interessa que no intimo ele está secando a seleção canarinho, a nossa pátria de chuteiras.
Porque fazem isso?
São feios, chatos e amargurados.
Gostam do Nelson Piquet, odiavam a Xuxa, amam o Galvão e acham o Richarlyson homem
Aprenderam a odiar o país depois de sofrer nas mãos de políticos corruptos.
Gostam de ser assim

Amantes do futebol:
Idolatra somente as seleções de 70 e 82. Na sua cabeça futebol bonito é uma religião e os italianos jogam feio, alemães são frios e a Espanha jamais será campeã do Mundo. Esse cara é um velho chato e ranzinza, que só porque viu grandes times ninguém mais tem esse direito. Por mais que o Japão jogue bem não será bom o suficiente para ele, afinal, equipe encantadora foi a da Tchecoslováquia na Olimpíada de 1796 em Sparta.
Porque fazem isso?
São egoístas
Amam um esporte que não existe mais
Vivem de mau humor
Gostam de ser assim

To nem ai:
Se o Senegal for campeão é ótimo, uma vitória da Jamaica será espetacular e o sonho dele é ver Samoa disputando o título. Além de não entender nada de futebol, esse torcedor não tem opinião nenhuma. É um frouxo, um ser alienado do mundo que acha a Copa um evento lindo. Lindo é o por do sol! A coisa é séria, se não sabe do que se trata, vá assistir o SBT.
Porque fazem isso?
Nerds
Mulheres
Tios solteiros de 47 anos
Gostam de ser assim

quinta-feira, 27 de maio de 2010

(78)

O CLÃ

Na última segunda-feira recebi a notícia que eu e meus amigos de sala não seremos nada na vida. O vidente, ou olheiro, como a pessoa se auto-intitula não falou isso porque morre de amores por todos nos, e sim por ser uma pessoa amarga e mesquinha. Não tenho nada contra ela, de forma alguma, na verdade sinto pena. Não vou me dar ao luxo de fazer julgamentos, acho que 200 minutos por semana não são o suficiente para definir um caráter, e muito menos uma carreira. Acho que cometemos erros porque estamos crus em algumas coisas, mas vejo muito talento ao meu redor. Não vejo ninguém aqui desistindo. Por isso lhes apresento o CLÃ:

A seita é formada pelos alunos de jornalismo do 6º período da PUC.

Membros:

Bernardo Biagioni – Todo dia tento aproveitar a presença desse gênio das palavras, pensamentos e idéias. Acredito que depois da formatura nunca mais o verei, não porque ele abdica da companhia dos seus amigos, e sim porque o nosso mundo é pequeno demais para ele. Biagioni nasceu para brilhar entre os grandes, é um nome que vamos ouvir depois de nossa morte. Um dia vou falar para os meus filhos, fui colega de sala desse cara. De alguma forma ajudei no processo de criação de um semi-deus do jornalismo. Maior do que o Bernardo, só ele mesmo.

Gilberto – Um gênio preguiçoso. É assim que eu vejo o nosso Gilbertão, um cara grande por fora e imenso por dentro. Como o Homem Aranha, ele perde tempo demais protegendo os outros, por isso a aparente “preguiça”. De forma alguma esse cara é preguiçoso, ele é um guerreiro, que só deixa um campo de batalha depois de morto. Ele não sabe, mas admiro muito a sua garra, e eu tenho certeza que quero ser seu amigo para toda a vida.

Marcelo – Nunca neguei que tenho mais contato com o Marcelo. Acho ele é um cara incrível. Se um dia eu mudar de corpo quero ficar com o dele. Marcelão sabe fazer de tudo, tudo mesmo. Sua simplicidade me comove. Nunca vi ele negando um pedido aos seus amigos, pode demorar para fazer, mas ele faz e muito bem feito. Uma pessoa que por onde passa deixa milhões de seguidores só poder ser especial. Com o tempo percebi o tanto que ele já fez por mim. Não falo das caronas, das risadas, dos trabalhos ou dos jogos de futebol, e sim da sua amizade. Há uma diferença enorme em ser seguidor e ser amigo de Tchelin Pawner, e me orgulho de ser seu amigo.

PH – O Vidigal tem seu próprio ritmo. Como a vida, ele produz coisas grandiosas no tempo certo. Nunca imaginei que o “câncer” da sala fosse capaz de fazer o que ele faz. Posso tentar a vida todo que eu nunca serei como o Raphael Vidigal.
Esse é outro amigo que vou perder para o mundo. Ta ai uma pessoa capaz de fazer acontecer. Seu talento é incontrolável.

Pedro – O Pedro é um cara muito engraçado e não por isso menos brilhante que os outros. Admiro muito seu estilo de vida, sua animação, suas escolhas, tudo. Às vezes o observo e vejo nele uma pessoa realmente muito boa, alguém que podemos chamar de amigo por toda a eternidade.

Soou um pouco gay não é? Pode ser, mas eles são meus amigos e com eles é assim, na base da verdade, sempre.

É isso!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

(74)

O mundo seria muito melhor sem a lição de moral. Vamos dizer um basta, parar com isso. Estamos querendo provar o que para quem? Até parece que os salvadores da pátria estão preocupados com o futuro daquele a qual se destina as palavras da salvação. Porra nenhuma! A famosa lição de moral é um ato egoísta, voltado a uma auto-afirmação de que eu sei o que estou falando e como sou muito superior a você tenho o direito a lhe ordenar o que fazer porque do auto do meu humanismo estou querendo a paz do mundo e todos que vivem nele.

Na minha opinião, que ataca demais, que paga de santinho muitas vezes, tem o rabo preso. Nunca ninguém viu Gandhi gritando para o mundo que ele vivia na miséria pelo povo da Índia, ou que a Madre Teresa de Calcutá doava a sua própria comida para os pobres. E o Chico Xavier, abdicou de uma vida rica por aqueles que ele nem conhecia. Quer ajudar a você ou ao próximo? É essa pergunta que devemos nos fazer.

Mandar, pagar de fodão é muito bom, não há no mundo alguém que não goste. Eu mesmo amo dar lição de moral, falar que eu sou honesto, justo e não sei mais o que. Quando os outros falam isso de mim, melhor ainda, estou no céu. Puta hipocrisia, se bobear nunca ajudei ninguém com o coração verdadeiramente aberto nesse mundo.

Pra terminar, uma lição de moral para todos que perderam o seu tempo lendo o que eu insisto em escrever: Nunca julgue o próximo, vamos aprender a elogiar mais e criticar menos, até aqueles intelectuais metidos a salvadores do mundo merecem o nosso perdão. Fim da lição.

domingo, 23 de maio de 2010

(73)


RATATOUILLE

QUEM FEZ: Brad Bird sob a tutela da PIXAR

BRAVO! A forma como a cidade de Paris foi retratada. O filme é visualmente muito bonito. É possível se sentir dentro da cidade francesa.

HISTÓRIA: Remy é um rato que sonha em se tornar um grande chef francês, mesmo traindo os desejos de seu pai, o líder da sua “tribo”. Quando o destino o leva aos esgotos de Paris, Remy se vê na situação ideal, bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau. Ao chegar ao restaurante, ele encontra Linguini (Lou Romano), um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria, em que Remy fica escondido sob o chapéu de Linguini e indica o que ele deve fazer ao cozinhar. A partir daí, os dois ganham notoriedade e arrumam muita confusão na capital francesa.

CENA INESQUECÍVEL: A leitura da crítica final do temido Anton Ego (Peter O’Toole). O texto além de belíssimo, coloca toda a classe jornalística no chinelo. Como esses caras sabem contar uma história. Palmas para os gênios da Pixar.

BÔNUS: Peter O’Toole dando voz ao crítico gastronômico Anton Ego. Que ator brilhante, até quando não aparece em cena consegue passar toda a emoção para o personagem.

MORAL DA HISTÓRIA: Não importa quem você seja, é possível realizar os seus sonhos.

Mais uma vez a ironia reina nos seus filmes da Pixar. Com “Toy Story”, eram os brinquedos que brincavam quando estávamos longe. No filme “Carros”, os automóveis apostavam corrida. Por sua vez, os Incríveis apresentam um grupo de heróis que não podiam ser heróis, e agora em Ratatouille é a vez de um rato que sonha em ser um chef de cozinha. Logo um rato, animal tão repulsivo, aquele que vive nos esgotos e no lixo, comendo e roendo as nossas sobras.

Apesar da brincadeira do roteiro, o filme é muito bem contato e consegue transmitir mais uma mensagem positiva e verdadeira, sem parecer apelativo em hora nenhuma.

Os outros filmes de animação ficam na historia pelo visual, o humor e os atores famosos, já a Pixar deixa sua marca pelos personagens tocantes, frutos de roteiros invejáveis.

São 10 filmes em 15 anos, um melhor do que o outro. Preciso falar mais alguma coisa? Isso sem falar nos inúmeros prêmios e milhões para o cofre da Disney.
Isso é cinema !

sábado, 22 de maio de 2010

(72)


O dia em que conversei com Daniel Day Lewis.

Bom, primeiramente queria dizer que nunca tornei essa conversa pública por motivos éticos. Daniel Day Lewis pediu para que nada fosse divulgado, já que a promessa era que teríamos um bate-papo e não uma entrevista. Como aconteceu com William Miller em “Quase Famosos”, o acaso foi o grande responsável desse fato mais do que inusitado. Lá estava eu, uma criança de 11 anos em Trancoso, Bahia, a famosa terra da meditação e da paz interior. Lembro-me bem deste dia, que por incrível que pareça estava chuvoso e frio. Minha estádia na cidade era decorrente de uma viagem com a família, que desde o início fui contra. Não sou muito fã de excursões e passeios fora do meu mundinho.

O dia estava uma droga. O ônibus que levava todos quebrara no caminho a praia, ou seja, fomos a pé em meio a caranguejos e lamaçais. Ao chegar ao nosso destino, a chuva veio nos acompanhar.

Já instalados na barraca, devidamente protegida contra a força dos ventos e da água, começo uma briga com a minha família, que insistia em me forçar a contar o porquê do meu sumiço na noite passada. A minha vida particular pertence só a mim, até hoje não consegui explicar isso a eles.

Depois de muita discussão e fúria, parti rumo ao norte. O meu objetivo era andar até que a raiva se fosse da minha mente. Após 4 minutos de caminhada, sem nada a frente ou atrás, só com o som das ondas ao meu redor, me deparo com um homem sentado na areia. Com aparência esquisita, ele usava um chapéu longo, que tampava todo o seu rosto. Ele era alto e muito magro. Com aqueles olhos azuis, desde desde o princípio percebi que brasileiro ele não era. A sua frente, um par de sapatos que com muito cuidado e carinho tratava de limpar e engraxar. Aquela cena era no mínimo estranha, praticamente no fim do mundo, um homem estava sozinho tratando dos seus sapatos? Loucura demais para ser verdade. Procurei me aproximar dele e quando fui sentado ele logo me disse: “Não sou brasileiro, não falo português e não quero conversar”. Claro que ele não disse dessa forma, e sim com um sotaque pra lá de estrangeiro, mas consegui entender. Para quem não falava a nossa língua, ele se expressou muito bem, achei estranho, mas fiquei na minha.

Bom, sempre fui muito obediente, me sentei perto dele, porém em silêncio. Não fazia a menor idéia de quem ele fosse e não entendi o que ele estava fazendo ali.

Passados trinta minutos resolvi puxar conversa. Posso falar que não foi nada fácil, o medo daquele homem ficar com raiva e me bater era imenso. Eu uma criança, que estava fugindo dos pais e mais do que isso, eu fugia da minha vida, da pessoa que eu era.

Quando perguntei quem ele era, fiquei surpreso com a resposta. Com um tom bem baixo ele disse: Sou Daneil Day Lewis e você?

Tive que responder, não estava em posição de questionar aquele homem.

Me chamo Diego, estou de viagem com a família.

Entendo, só “arranho”o português, estou aqui há uns dois anos. Muitos pensam que estou recluso na Itália, mas prefiro o Brasil, a Bahia. Passei três anos sozinho na Europa, só eu e meus sapatos. Desde 99 que moro aqui.

Entendi, mas porque você escolheu ser sapateiro?

Olha, não sei se vc me conhece, mas sou um ator de cinema muito famoso. Até ganhei aquele tal de Oscar. Mas descobri que não era isso o que queria para a minha vida. Sempre vivi cada personagem intensamente. Quebrei costelas, peguei pneumonia, aprendi a fazer cigarros indígenas, lutei boxe e rezei como ninguém. Sabe o que tudo isso me rendeu? Fama, dinheiro, fãs e um casamento. Mas nunca a felicidade que eu queria. Sempre gostei de trabalhos manuais, então tentei ser sapateiro na Itália, quando estava por lá, enxerguei que aquele sim era o meu destino. Resolvi fazer isso. Foi assim que tudo aconteceu.

Mas a fama, sucesso e dinheiro, isso não era bom?

No início sim, mas a vida é muito mais que isso. Quando comecei, queria ser o melhor ator do mundo, mas isso se tornou pequeno depois que eu consegui. Acho que quando cheguei ao topo, vi que a felicidade não estava plena porque eu queria apenas provar para os que duvidavam de mim que eu era capaz. No fundo, não queria nada daquilo. Eu gosto mesmo é de lidar com sapatos e outros trabalhos manuais. Estou fazendo redes de pescador e pretendo aprender a dançar capoeira em breve.

Mas a vida de ator, você não gostava?

(Lagrimas) Gosto, mas o que me garante que tudo não será como antes? O que me atraía era a chance de viver alguém que eu jamais seria. Isso que é genial. A vida não imita a arte, a arte é a vida quando estou em um set. Já fiquei em uma cadeira de rodas e ali aprendi a dar o devido valor ao meu corpo. Me cuidei melhor, fiquei mais responsável e posso dizer que vivo uma vida saudável. Tudo isso porque senti na pele o que é viver sem poder andar e mexer o meu corpo. Olha, não pense que a vida é eterna e que tudo dará certo porque tem que acontecer. Isso é mentira. Nada acontece porque tem que acontecer. Primeiro é preciso acreditar em si mesmo, somos capazes de tudo, tudo mesmo. Porque uns tem sucesso e outros não? Superioridade? Nada disso, é tudo confiança. Sonhe alto meu amigo, confie em você, seja corajoso, não deixe de lutar jamais, porque neste corpo, a vida é uma só. Nunca deixe que a dúvida tome conta de você, se arrependa, mas sempre tentando e não lamentando.

Por que você está me falando tudo isso?

Porque não? Qual o motivo de eu me negar a falar com uma criança, que está apenas começando na vida. Quem dera eu com a sua idade, faria quase tudo diferente. Já vivi muito, fiz coisas que poucas pessoas no mundo fizeram, e mesmo assim não foi o astante. Se eu pudesse realizar um sonho, queria volta aos meus 15 anos. Preste atenção, nunca deixe que alguém zombe da sua idade. O tempo é o senhor da razão, mas nos somos os atores, aqueles que fazem tudo acontecer. Você pode ser um senhor de 70 anos e se comportar como uma criança. Quando mais jovem, maior a chance de aprender e principalmente concertar os seus erros. É isso que nos diferencia dos outros, os erros. Só se aprende errando meu amigo, não tenha vergonha de cair desde que você consiga se levantar.

Quando ele acabou de falar, se levantou e foi embora.

Por que você esta indo?

Minha missão por aqui acabou. Espero que tenha ajudado a sua jornada. Uma última coisa, seja grande, sempre. Não deixe que a sua mente lhe censure. Podemos lidar com tudo, desde que confiarmos que seja possível. Não se esqueça, somos a imagem do criador. Até nunca mais.

Bom, achei tudo aquilo muito estranho, muito louco. Depois de muitos anos descobri que Daniel Day Lewis nunca veio ao Brasil e que ele foi sapateiro na Itália por anos, até volta a atuar em "Gangues de Nova York". Mas tudo foi tão real, sonho não era, nem alucinação. Acho que é mentira mesmo, devo te afogado no mar e acordado na praia, pensando na minha razão de existir. Deve ser isso, só pode.